Comentário e questionamento sobre a Teoria do Não-Objeto

 A partir da leitura e análise do texto Teoria do Não-Objeto - escrita pelo poeta brasileiro Ferreira Gullar- é possível tecer um breve comentário e realizar alguns questionamentos provocados por esta.

   Diante da abordagem que o autor traz sobre a história da figuração nas artes mais modernas (partindo das vanguardas europeias), é possível verificar as inúmeras tentativas de artistas dos mais diversos contextos em distanciar-se dos objetos, as quais, além de icônicas para a arte no geral, são de fato revolucionárias por trazer tanto enfoque para o subjetivo, em contraste direto com a tradição secular da busca pela construção de símbolos fiéis da realidade. Assim, o pensador ressalta que a busca, revelada incessante, pelo não-objeto gera interpretações diversas, alinhadas à perspectiva programática conceituada por Flusser, na medida em que busca abrir percepções e fugir da clássica objetividade que busca uma causa e finalidade óbvias e fechadas. 

Dessa forma, um questionamento que julgo pertinente para a discussão refere-se aos caminhos possíveis que caminham para a subjetividade. Refere-se a como fugir da tão presente - ou até sufocante- figuração. De que maneira isso pode ser atingido.

    



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