Hoje (16/05), após avaliar e debater diversas referências de produções audiovisuais, nos dividimos em grupos a fim de analisar os trabalhos postados nos slides dos storyboard+stopmotion dos integrantes.
Trabalho analisado 01) Livia Maciel (slide 28)
A partir das discussões em grupo, foi identificado que a relação entre o storyboard e o stopmotion apresentados é bastante íntima, com poucas desvios entre eles, o que evidencia um planejamento preciso no trabalho da Livia. Também é válido ressaltar que os efeitos visuais e sonoros são produtivos para a construção da narrativa, bem como a utilização de diversos trabalhos de diferentes alunos enriquecem a estética do vídeo, gerando variedade de composições e de cenários.
Contudo, diante dos conceitos de causalística, finalística e programática, é possível dizer que a utilização de efeitos como luzes piscando, sons de televisão e andar por um corredor escuro são recursos utilizados de forma a direcionar as ideias do indivíduo, isto é, de maneira finalística. Em adição, o aspecto programático da produção da Livia se faz presente na exploração da repetição de imagens no começo do storyboard, o qual instiga o olhar a entender a cena.
Trabalho analisado 02) Joana Barreto (slide 27)
Através de debates em grupos, foi realizada uma breve análise sobre o storyboard e o stopmotion da Joana. A primeira observação feita foi a leve diferenciação entre o planejamento e o produto final, mas esta não compromete o trabalho, visto que a distorção é natural ao longo do processo de criação. Também é preciso destacar a utilização de formas geométricas primárias -retiradas de fotografias do acervo dos trabalhos de luz e sombra- o que contribui muito para uma visão mais programática no vídeo, uma vez que abre margem para a imaginação e diversas interpretações (as quais, mesmo em uma composição tão abstrata, foram muitas levantadas pelo grupo durante a análise). Um detalhe particularmente interessante é a mudança de formato das "colunas" no sexto quadro do storyboard, que ramifica as percepções, análogo a uma ilusão óptica.
Ademais, é possível enxergar o começo da narrativa com uma predominância da perspectiva causalística, uma vez que a relação clara entre causa e consequência - a ideia de que os eventos anteriores direcionam a ideia- se manifesta bastante.
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