Visita ao Inhotim (e desenhos!)


   Na sexta feira do dia 27/05, depois de alguns momentos de desespero com o ônibus de transporte, visitamos o Instituto Inhotim! A impressão imediata foi a surpresa com o tamanho do museu e com a diversidade de galerias disponíveis para visitação, bem como a empolgação para experienciar obras sobre as quais eu apenas tinha lido em livros (em especial o a Celacanto provoca Maremoto da Adriana Varejão e o Desvio Para o Vermelho do Cildo Meireles). Mesmo a área em que não há exposições propriamente ditas é lindíssima, isto é, o paisagismo envolvido, as decorações e ambientações. A diversidade botânica e o extremo zelo pelo instituto é perceptível (e sentar na grama debaixo daquela árvore enorme e olhar as folhas caindo chega a ser poético). Adorei adorei adorei.





  Sobre as atividades propostas, o grupo em questão (Cauã, Gabriel, Joana, Helena, Lívia, Luiz, Max e eu ) escolheu a exposição da Lygia Pape, a qual abriga a obra Ttéia 1C. Decidi dividir a análise em alguns tópicos: o prédio e arredores; a obra e a experiência; o prédio e a obra relacionados com os conceitos abordados em aula. Os desenhos de observação encontram-se no fim da página.
 

  1) O prédio e arredores

  O prédio foi construído com a intenção de abrigar unicamente a obra Ttéia 1C. Os entornos da edificação não são tão compatíveis com a obra, não é possível deduzir o que há dentro apenas com as observações externas. Contudo, devido às diversas plantas que crescem nas paredes exteriores do edifício, o observador pode ser inclinado a pensar que trata-se de algo com relação com conceitos de meio ambiente e natureza.
  A edificação em si é bastante interessante, ao meu ver, é como um cubo com dimensões levemente distorcidas, como se estivesse sido deformado em algumas sessões. A fachada externa é completamente cinzenta e fechada, desprovida de qualquer abertura para a entrada de luz. A estrutura interna do prédio é composta por uma sala quadrada no centro com duas aberturas que levam a corredores que circulam o prédio, conectando-o com a porta de entrada e saída. Entretanto, conforme foi abordado em sala, a opção de fechar um quarto dos corredores para utilização exclusiva dos funcionários pode gerar confusões aos visitantes, que não sabem exatamente se podem prosseguir na exploração do prédio, bem como prejudicar a experiência da "magia" que circula a obra.


2) A obra e a experiência

A experiência da obra já começa no momento em que se pisa dentro do edifício, que, completamente desprovido de luz, permite uma imersão enorme no contexto da obra. O visitante é convidado a prosseguir com cautela, talvez até tateando as paredes para encontrar seu caminho. Assim, cria-se um choque direto com a apresentação da exposição mais adiante, a qual é iluminada pelas únicas fontes de luz dentro do prédio.




A obra consiste em diversos fios próximos, formando feixes, distribuídos ao redor de uma plataforma principal no centro da sala. A luz permite a visão de apenas algumas partes dos fios, que depende, ainda, da posição do observador, o que faz com que a obra mude conforme anda-se pela sala..


3) Conceitos abordados em sala

É interessante observar como a experiência da obra não é moldada pelas expectativas criadas por explicações prévias ou orientações roteirizadas. A nossa visitação como grupo se deu com a pura imersão na galeria, e apenas foi orientada por um breve resumo dos trabalhos da autora na saída da edificação, conforme foi sugerido por nossos professores no começo da viagem para o Instituto Inhotim. Dessa maneira, a galeria não direciona as experiências dos visitantes para caminhos pré-determinados, dando apenas um contexto sobre a artista, e ampliando as possibilidades de interpretações.


4) Desenhos de observação - Vista externa e interna

Observação: não foi feito um desenho dos interiores da Galeria 20 (Lygia Pape) pois a obra principal encontra-se em um ambiente completamente escuro, o que dificulta a sua representação em formato de desenho. E porque eu não saberia exatamente como fazê-lo kkk



vista interna da galeria Claudia Andujar




vista externa da Galeria Lygia Pape




 


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